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7 dicas alavancar as vendas da academia em épocas de baixa

O mercado de academias costuma ser conhecido por ser sazonal com duas safras por ano e duas épocas de entressafras. O exato momento do ano que essas safras ocorrem, dependerá muito de qual região do país estamos falando.
Só para citarmos um exemplo, enquanto em cidades como Florianópolis a baixa ocorre em janeiro e fevereiro nesses mesmos meses São Paulo aproveita sua primeira grande safra. As academias paulistas bomba no inicio do ano.
Mas em geral, é importante que os gestores de academias em todo pais tenham em mente que o Brasil possui 2 momentos de pico de visitação. Outros fatores que influenciam
1 – Identifique quais as épocas de alta e baixa em sua academia
O primeiro período de alta consideramos o mais importante. Ele costuma durar entre 3 e 4 meses. O segundo momento de pico é curto com duração média de dois meses. Vale ponderar que em algumas regiões, esse tempo pode durar ate 3 meses e é esse que faz o pior dano na economia da academia.
2 – Compare os resultados e conquiste melhores resultados
As academias devem ser medidas visando o que ocorreu no ano passado e estabelecer as curvas que ocorreram no ano anterior em relação às vendas e saída de clientes.
Através dessa estratégia, os gestores conseguem perceber quais as expectativas dele em relação ao mesmo período do ano anterior ou mesmo se seus esforços estratégicos surtiram efeitos.
3 – Descubra quais as curvas de visitação em sua academia
É primordial que os gestores identifiquem e entendam bem quais são as curvas de visitação. Isso é muito importante porque todas as campanhas que serão criadas e
implantadas, inclusive as sazonais, têm que ser programadas com ate 60 dias de antecedência.
O motivo é preparar o material, realizar parcerias enfim para que as coisas ocorram como realmente devem ocorrer pensando em um planejamento mínimo capaz de eliminar a entressafra no sistema de gestão mais inteligente.
4 – Mude a fachada para chamar a atenção de quem passa
Uma vez identificada quais as épocas de maior baixa em sua academia, você pode aproveitar para realizar uma mudança de fachada, por exemplo, fazendo uma nova pintura.
Uma estratégia simples, mas que poderá chamar a atenção das pessoas, mesmo aquelas que sempre passaram por ali, aumentando suas visitas em 15%.
5 – Mantenha um banco de dados atualizado
Uma situação interessante, que você gestor deve se atentar é que para cada cliente ativo em sua academia outros dez já passaram por ela.
Por essa razão, é importante manter a base de dados bem alimentada.
A cada novo visitante, anote seus dados, principalmente os de contato, para que posteriormente você crie eventos e campanhas para convida-los a usufruir de seus serviços em épocas de baixa procura.
Essa ação é indicada, por exemplo, como uma das estratégias para conquistar clientes que nunca pisaram numa academia.
6 – Conquiste os clientes que já passaram
Recomendamos começar pelas pessoas que deixaram a academia há um ano ou mais, pois quanto antes você coletar seus dados mais precisos e eficientes eles serão para uma futura estratégia de convites. E creia, você ira precisar disso.
Essa pratica deve se tornar parte integrante nas abordagens realizadas por suas recepcionistas. são os dados devido a mudança das pessoas de endereço, telefone etc.
Parte dessas pessoas que você entra em contato podem estar praticando atividades físicas em outro lugar e é legal focar nas que saíram em 1 ano e 2 anos para serem o alvo principal.
Normalmente esse numero é o mesmo do de clientes que você tem durante um ano na academia.
Estatisticamente, se fizer um contato bem feito, com argumentações bem elaboradas e eventos bem elaborados você conseguirá que pelo menos um de cada dez contatos venham para a academia e realizem a matricula.
7 – Convide seus alunos a convidarem seus amigos
Outro tipo de campanha forte e envolvente é fazer com que seus alunos convidem seus amigos para a academia. Porem, no caso de época de baixas, o que deve ser oferecido como incentivo tem que ser mais do que apenas um free pass de 1 a 15 dias.
Junto com os dias livres, pode ser organizado um evento ou encontro, que fale de bem estar ou qualidade de vida. Ofereça também algo concreto, por exemplo, uma avaliação física gratuita e mais 15 dias de academia com acompanhamento especial para definir seus objetivos e torna-los possíveis de alcançar.
O premio nesse caso tem que ser dado para a pessoa que trouxe esse cliente para o evento que seria um cliente vendedor.
A estatística mostra quando isso é muito bem feito você consegue trazer para cada cliente que tem na sua academia pelo menos mais uma venda acontece.
Se somarmos as duas campanhas que atingem públicos diferentes teremos 20% total dessa academia e isso bem feito deveria eliminar a necessidade de você fazer mais coisas embora há diversas possibilidades.
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Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt5 POR

Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt5 POR
Não há melhor maneira de estudar Português para a primeira fase do CACD que resolver questões do Cespe. Para isso, sugiro criar um cadastro (há opção gratuita, embora limitada) no site http://www.questoesdeconcursos.com.br, ou buscar no banco de provas de concursos disponível no site http://www.cespe.unb.br. A justificativa para isso é que o Cespe cobra regras gramaticais diversas, que se encontram dispersas em diversas gramáticas (regras que, às vezes, contrariam o que algumas gramáticas dizem, mesmo as mais conceituadas). Com o tempo, dá para perceber certo padrão nos itens de gramática e de interpretação. Atenç~o especial para as regras “especiais” do Cespe em relação, por exemplo, a colocação pronominal (muito mais flexível, na primeira etapa, do que as gramáticas tradicionais propõem). Fazendo as provas, você perceberá que há uma incidência frequente de questões envolvendo: as orações subordinadas adjetivas, algumas expressões de erro frequente (“conquanto”, “posto que”, “porquanto”, “na medida em que”, “{ medida que”), o uso do acento grave (atenção especial para casos facultativos), as funções dos pronomes (oblíquos, relativos etc.), as funções das partículas “SE” e “QUE”. Atenção especial a esses temas mais recorrentes.
- Cespe: Português com Gabarito (Decio Sena): recebi a recomendação, mas não conheço.
Seguem algumas indicações de gramáticas:
- Nova Gramática do Português Contemporâneo (Celso Cunha): é uma das mais importantes e mais recomendadas obras de Gramática para a prova de Português do CACD. Para falar a verdade, não li quase nada, e não acredito que a parca leitura tenha ajudado de maneira significativa. Para a primeira fase, com relação a Gramáticas, eu destacaria a utilidade de estudar, principalmente, os temas: regras de pontuação20; processos de formação de palavras; figuras de linguagem (somente as principais; não costuma cair muito). Se você está enferrujado em Português e mal se lembra de classificação sintática, então, infelizmente, não há escapatória, e a leitura dos itens mais importantes da gramática é essencial (não precisa ler conjugação verbal e essas coisas mais idiotas também; confira, nas provas anteriores, quais temáticas de gramática já foram exigidas). Atenção: como dito acima, a colocação pronominal cobrada na primeira fase do concurso21 não é tão rígida quanto o conjunto de regras descrito nas gramáticas tradicionais.
- Moderna Gramática Portuguesa (Evanildo Bechara): outra gramática que já me foi recomendada, mas não tive contato com ela. De qualquer modo, acredito tratar-se de boa opção também.
Minha opinião sobre gramáticas: são muito boas se você não se lembra de muita coisa do que aprendeu na escola, para relembrar conceitos mais centrais (adjuntos, tipos de orações, objetos etc.), mas não fique só nisso. Repito: para a prova de Português da primeira fase, uma vez que você já dispuser dos conhecimentos básicos da matéria (o que uma leitura de uma gramática pode prover, da mesma maneira que a leitura de guias mais simplificados de gramática também pode ajudar – possível opção são as gramáticas simplificadas para concursos que há por aí, como a de Nilson Teixeira de Almeida), o que mais importa é treino. Há certo padrão de questões que o Cespe gosta de fazer. Depois de resolver muitas provas, chega um ponto em que você, só olhando o item, sem ler o texto, já sabe qual a resposta, por já conhecer o estilo de questão do Cespe.
Novo Acordo Ortográfico: Até 2011, o Cespe não cobrou a nova ortografia dos candidatos do CACD (nem na primeira fase nem na segunda). De todo modo, não há tanta mudança relevante para o concurso. O que se dizia no cursinho, com relação à nova ortografia na segunda fase, é: tudo bem que a ortografia velha ainda vale, mas, considerando que você vai fazer uma prova em que metade da avaliação é subjetiva, será que perceber que você não sabe a ortografia nova não pode contar como ponto negativo? Isso ninguém pode afirmar, às vezes nem mesmo os corretores percebem isso. Eu, mesmo, se leio uma notícia de jornal e vejo uma "idéia" acentuada, já fico meio receoso. Além disso, são tão poucas palavras que você pode usar da ortografia nova na segunda fase que não fica tão difícil assim. Ninguém vai conjugar verbos ou usar palavras cujo acento caiu (coo, veem, leem, enjoo, voo), ninguém vai abusar das palavras com hífen e todo mundo sabe as palavras mais básicas que podem vir a ser usadas (como ideia, europeia, infraestrutura...). No fim das contas, acho que a nova ortografia é o menor dos obstáculos da segunda fase. Se você sabe hífen direito, é só não usar. Por fim, como todo mundo sabe, as regras de redação da segunda fase não são necessárias para a terceira. Logo, na terceira, você pode pôr hífen onde não tem e misturar as duas ortografias, porque acho pouco provável que o corretor saiba também. Com relação à primeira fase, não sei como ficar| após 2012. De todo modo, acho que n~o é a cara do Cespe cobrar um item como “a palavra ‘antiinflacion|rio’ est| escrita em desacordo com a nova ortografia da Língua Portuguesa”. Além disso, o alarde foi tão grande sobre o novo acordo, mas não entendo o motivo. Nem mesmo as regras mais gerais de hífen são tão difíceis de aprender. É óbvio que há as exceções, mas acho que as chances de perguntarem se “pé-de-meia” tem ou não o hífen não são muito grandes. Acho que muitas pessoas já criaram um bloqueio natural, algo como “esse novo acordo é muito difícil, n~o vou nem perder tempo, tentando aprender”, o que só piora as coisas. H| diversos guias simplificados da nova ortografia na Internet. Uma alternativa é a página do Michaelis: http://michaelis.uol.com.bnovaortografia.php
20 Atenção para algumas regras que não usamos comumente, como a regra de uso (facultativo para a primeira fase, obrigatório para a segunda) de vírgula antes de orações subordinadas adverbiais reduzidas; para a segunda fase, cuidado com as vírgulas supostamente facultativas: um conselho (apenas para a segunda fase) é que, se há previsão possível de vírgula (ainda que facultativa), não a omita, senão você poderá ser penalizado por isso.
21 Tive um professor que dizia que as mesmas regras “mais frouxas” válidas para a primeira fase (quanto à colocação
pronominal) continuam válidas para a segunda fase, mas meus professores de Redação sempre cobraram a colocação pronominal prevista nas gramáticas. Assim, preferi não arriscar e observei as regras gramaticais tradicionais.
- Dicas da Dad e Mais Dicas da Dad (Dad Squarisi): não conheço os livros, mas incluo aqui apenas porque já vi recomendações de alguns aprovados há certo tempo.

>> SEGUNDA FASE

- Dicionário Houaiss: é recomendado pelos professores de Redação para os recursos à correção da segunda fase referentes a impropriedade vocabular.
- “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”: disponível no site da Academia Brasileira de Letras, em http://www.academia.org.babl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23
- Nova Gramática do Português Contemporâneo (Celso Cunha): atenção especial às temáticas mais erradas pelos candidatos na segunda fase: colocação pronominal, regência e uso da vírgula (com a ressalva de, nos casos em que se diz que o uso é facultativo, como adjuntos adverbiais de pequeno corpo, considerar o uso obrigatório).
- Comunicação em Prosa Moderna (Othon Moacyr Garcia): muito bom. Confesso que me surpreendi com o livro, uma vez que não esperava que fosse gostar muito de uma obra de linguística. É de leitura tranquila e possui várias informações úteis e interessantes. Ótima leitura inicial, recomendo fortemente. Est| disponível para download no “REL UnB”.
Até 2010, havia, no Guia de Estudos, a indicação de leituras obrigatórias para a segunda fase. Já foram cobrados diversos autores tradicionais brasileiros, como Gilberto Freyre, Machado de Assis, Darcy Ribeiro, Sérgio Buarque de Holanda, Celso Furtado, Caio Prado Jr., Graciliano Ramos, entre outros. Mesmo quando havia tal indicação, duvido da utilidade prática da leitura das obras desses autores. Em primeiro lugar, alguns deles são muito grandes (como o Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre), e tempo é algo muito escasso na preparação para o concurso. Em segundo lugar, essa não é uma prova de leitura de texto de colégio. Não há perguntas sobre o enredo ou coisa parecida. Quando esses autores são cobrados na segunda fase, exige-se, apenas, a interpretação de trechos da obra, o que pode ser feito com base no pensamento geral do autor. Em terceiro lugar, nos cursinhos para a segunda fase, os professores tratam de todos esses livros e das principais ideias desses autores, o que é mais do que suficiente (nas últimas provas do concurso, todas as questões de interpretação poderiam ser adequadamente respondidas apenas com base na leitura dos excertos selecionados pela banca e nos conhecimentos transmitidos em sala de aula, nos cursinhos preparatórios). Para coroar a inutilidade de ler essas obras, o Guia de Estudos de 2011 suprimiu toda e qualquer referência a bibliografias obrigatórias. Fui para a segunda fase, sem haver lido sequer um livro dessa antiga bibliografia obrigatória. Acredito que foi ótima estratégia e não me senti nem um pouco prejudicado por não havê-los lido. Li apenas os dois volumes de Lourenço Dantas Mota e os três volumes de Samira Yousseff Campedelli, descritos a seguir (além das partes do Manual do Candidato: História do Brasil descritas abaixo e das apostilas de Literatura de ensino médio do Anglo). Como não tem caído Literatura diretamente, acho que qualquer bom livro conciso de ensino médio pode resolver. Atenção: só cai Literatura brasileira. Pule as partes de Literatura portuguesa.
- Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos – 2 volumes (Lourenço Dantas Mota): o livro refere-se à formação histórica brasileira, tratando de vários temas, como sociedade, cultura, economia, instituições, política, colonização, patrimonialismo, escravidão etc. O formato da obra é uma compilação de resenhas de obras clássicas da literatura brasileira. Os Sertões, Casa-Grande & Senzala, Raízes do Brasil, Visão do Paraíso, Formação Econômica do Brasil, Formação do Brasil Contemporâneo são algumas das resenhas de obras reunidas nos dois volumes da obra. A importância da obra de Lourenço Dantas Mota reside no fato de que, para os anos em que houve indicação, no Guia de Estudos, de obras de leitura obrigatória para a segunda fase, a grande maioria desses livros está incluída no Introdução ao Brasil. Ainda que não haja, atualmente, indicação de bibliografia, acredito ser boa fonte de conhecimento sobre essas obras, que podem ser cobradas na prova, direta ou indiretamente. Ainda que seja velho o argumento de que ler a obra é muito melhor que ler um resumo ou uma resenha, sabemos muito bem que, na preparação para o concurso, não temos tempo de sobra, para gastar com a leitura de dezenas de livros (ainda mais agora, sem indicação de bibliografia obrigatória). Além disso, os resumos são muito bons, então são mais que bem-vindos. Alguns capítulos estão disponíveis para download no “REL UnB”. Vale lembrar que não é necessário ler todos os capítulos dos dois livros. Destaco os capítulos:
· Volume 1: “Os Sertões”, “Casa-Grande & Senzala”, “Raízes do Brasil", “Formaç~o do Brasil Contempor}neo”, “Formaç~o Econômica do Brasil” e “Formaç~o da Literatura Brasileira”.
· Volume 2: “Vis~o do Paraíso”, “O Abolicionismo”, “Minha Formaç~o”, “Sobrados e Mucambos”, “Os Índios e a Civilizaç~o”.
- Literatura, História e Texto – 3 volumes (Samira Yousseff Campedelli): é um livro de Ensino Médio, mas foi muito bem recomendado pela professora Adriana Campiti, que dá aula em um cursinho preparatório para a segunda fase do CACD. Preferi as apostilas de Literatura do Anglo a esses livros, embora eles não sejam ruins (mas achei as apostilas mais completas). Os livros da Samira Campedelli podem ser facilmente encontrados em sebos (comprei na Estante Virtual, por R$10 cada). Ler com ênfase na Literatura brasileira (Literatura portuguesa não é objeto do concurso). Para o CACD, os volumes 2 e 3 são os mais interessantes. De todo modo, seguem minhas sugestões de leituras de todos os três volumes.
· Volume 1: ler apenas os capítulos 9 a 12;
· Volume 2: ler todos os capítulos, exceto o 2 e o 5 (sobre Literatura portuguesa);
· Volume 3: ler todos os capítulos, exceto o 3 (também sobre Literatura portuguesa).
- Iniciação à Literatura Brasileira (Antonio Candido): o conhecimento de Literatura, além de ser, às vezes, cobrado na primeira fase, pode ser útil tanto para as interpretações/análises/comentários quanto para o enriquecimento da dissertação na segunda fase. De qualquer maneira, se você tiver algum material mais resumido e mais prático de Literatura do Ensino Médio, acredito ser, também, boa opção. Não se esqueça, também, de que a Literatura brasileira pode ser exigida na prova de História do Brasil, nos tópicos “Sociedade e Cultura”. Uma questão da prova da terceira fase de 2006, por exemplo, pedia que se discorresse sobre as ideias que inspiraram o Movimento Modernista e sobre as principais contribuições de escritores brasileiros ao projeto modernista de 1922 a 1945. Minha recomendação seria, portanto, não deixar a Literatura de lado, mas sem se preocupar excessivamente (deixe para se preocupar mais com ela após a primeira fase do concurso). Uma leitura rápida dos aspectos gerais da Literatura brasileira, com atenção especial para determinados temas mais importantes, como Romantismo e Modernismo, deve ser suficiente. O livro de Antonio Candido, segundo recomendações que li e recebi, pode ser útil. A Editora da USP lançou, também, o Iniciação à Literatura Brasileira: Resumo para Principiantes, que está disponível para download no “REL UnB”.
- Leituras Brasileiras (Maria Veloso Motta Santos e Maria Angélica Madeira): já me disseram que é recomendável, mas não conheço.
- Manual do Candidato: História do Brasil (Flávio de Campos e Miriam Dolhnikoff): os capítulos “Sociedade e Cultura” (cap. 4 da Unidade I e cap. 4 da Unidade II), sobre as manifestações culturais no Império e na República Velha, podem ser úteis para a segunda fase, fornecendo importantes argumentos literários para a dissertação. Os capítulos são bem curtos e simples (obviamente, não são completos, mas possuem bastante informação útil e podem render boas anotações).
- Manual do Candidato: Português (Francisco Platão Savioli e José Luiz Fiorin): não li, mas me parece ser mais útil (ou melhor, menos inútil) que o livro do Evanildo Bechara (descrito abaixo). O manual não é de Gramática, mas sim de Redação (é por isso que está, aqui, como recomendação para a segunda fase, não para a primeira). Não li, por achar desnecessário e dispensável. Acredito que há coisas mais úteis e práticas para estudadar do que esse manual.
- Estudo da Língua Portuguesa: textos de apoio (Evanildo Bechara): já ouvi comentários a respeito, mas não li, por duvidar da utilidade prática da obra para o CACD. Além de ser uma obra extensa, não acredito que seja muito produtiva para os estudos.
- Machado de Assis: Ficção e História (João Gledson): recebi recomendações, mas não li. Sem indicação de leituras obrigatórias, não sei se é tão útil perder muito tempo com temas mais específicos, como detalhes da obra machadiana. Acho que livros mais genéricos (como os de ensino médio indicados acima) podem suprir essa necessidade.

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2.4. curso será ministrado pela CONTRATADA ao CONTRATANTE segundo as diretrizes da CONTRATADA, (a) CONTRATANTE declara ter pleno conhecimento em relação à prova final com conteúdo do curso, que deverá ter média de aprovação 5 (cinco) sendo que caso (a) CONTRATANTE não atinja a média lhe será concedido direito de realizar duas provas substitutivas.

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Deve-se considerar processo de ensinar e aprender não como sendo um momento isolado, mas que faz parte do desenvolvimento do conhecimento e do processo de evolução do homem para que controle valor estratégico e condições que lhe permitia a mudança e transformação em meio à vida social, tonando-se assim um individuo crítico e refletivo.

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Utilizar o Google Forms ou o Microsoft Forms pode ser uma das maneiras mais rápidas de criar um formulário. Ambas as ferramentas são gratuitas e possibilitam a criação de formulários que podem conter campos para preenchimento de e-mails, números de telefones, respostas de perguntas, frases, checkbox, perguntas de múltipla escolha, imagens e vídeos além de permitir à configuração para o envio automático de mensagens de confirmação.
Os formulários podem ser úteis para incrementar uma landing page, criar uma pesquisa, cadastrar usuários e até mesmo na aplicação de provas online.
Além destas duas opções gratuitas existem também diversas outras opções alternativas que permitem a criação de formulários como a Survey Monkey, Wufoo, Zoho Forms, Leadformly e a Ninja Forms que são menos conhecidas.
Estas poderosas ferramentas podem ser incorporadas à sites bem construidos e complementam de forma eficiente as funcionalidades de um website.
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CHAMADA DE ARTIGOS - MEU CONGRESSO ONLINE

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I CONGRESSO VIRTUAL DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Até 17.07.2020, o Congresso receberá artigos de todo o Brasil em temáticas variadas ligadas ao Direito Tributário, de pesquisadores e acadêmicos, individualmente ou em coautoria, independente do nível de titulação. As apresentações e debates ocorrerão em tempo real, tudo 100% virtual, através da plataforma "MeuCongresso.Online".
A submissão dos trabalhos para avaliação é gratuita e todos os trabalhos apresentados no congresso serão publicados integralmente nos anais do evento, com atribuição de ISBN.
Para mais informações, acesse: https://www.meucongresso.online/congressovirtualdetributario
*Inscrições limitadas à lotação do evento
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De bolha em bolha (parte 1) - Uma semana em um fórum livre.

Existe uma máxima no mundo virtual: “Nunca leia os comentários”
Sempre segui com rigor recomendação, mas durante a campanha de 2018 para presidente eu comecei a ficar curiosa.
Sempre anônima, escondida atrás de um persona, eu busquei divulgar meu candidato em uma conta de cerca de 3000 pessoas no Facebook. Minha intenção era bastante prática: era fazer campanha mesmo. Queria atingir os indecisos e os votos nulos. Mesmo sabendo que o resultado seria baixo esse trabalho curava um pouco a ansiedade de fazer alguma coisa. De fato, era uma atitude terapêutica.
No Facebook, diante de uma publicação opositora, os comentários eram incrivelmente rasos. Jamais consegui elevar o assunto para um nível de ideias. As respostas eram sempre de cunho pessoal ou memes absolutamente padronizadas.
O sentimento de raiva ao opositor era palpável, ofensas eram distribuídas sem razão. Tudo isso era explicável, afinal estávamos em plena campanha eleitoral, especialmente truculenta, por sinal.
Depois de já passada a eleição, senti um pouco de falta da adrenalina. O povo já está percebendo que toda a coisa da notificação, retweet, CCC e toda a atenção recebida é viciante. Não é metáfora não, é viciante mesmo. Fiquei com síndrome de abstinência.
Entrei em um fórum de cunho político “livre” em um sistema chamado Reddit. Eu já frequentava essa mídia há mais de três anos, mas nunca fui de interagir, só fazia ler creepy pasta e olhar foto de bichinho. Às vezes assistia uns “filmes satisfatórios” (outro fenômeno das redes) e dava uma olhada no que passa por notícia no principal canal brasileiro.
No fórum achei resultados diferentes. Acredito que, pelo formato da mídia, que exige um esforço grande de leitura e escrita, os “combatentes” tenham mais capacidade de argumentação. Mas ainda assim truculência foi dominante. Insultos um tanto grotescos e absolutamente despropositados. Mas até tive algumas surpresas.
Antes de relatar a experiência de uma semana, quero descrever um pouco a mídia. O Reddit é um sistema de discussão bastante popular, que permite posts em foto, texto e vídeo. Os comentários só podem ser feitos em texto.
A “sala” em que eu entrei (no caso, um subreddit) foi criada como reação a outros sub bastante popular, considerado “esquerdista”. O fórum em questão, dissidente, se diz livre em comparação ao principal, no qual a moderação é bastante rigorosa. Ficou claro que a “liberdade” proposta se referia à opressão sofrida no outro subreddit.
Entrei com um nome que poderia até ser neutro, mas que remete a um autor masculino da Literatura. A noção geral era que eu era um homem, por default. Alternei o uso do pronome masculino com o feminino, mas ninguém percebeu. Não sei se a reação seria diferente se eu fosse mulher, mas eu teria que fazer outros testes com personagens claramente masculinos e femininos. Fica pra próxima.
Existe uma noção bastante interessante no Reddit que se chama “Karma”. O karma é uma espécie de nota que você obtém por receber uma avaliação positiva (um up). Só tem um porém: O cara pode dar uma avaliação negativa, aí você perde um ponto de karma.
Isso é usado como “arma” para humilhar e derrubar os adversários. Se alguém escreve algo discordante, você “downvota” o cara até o zero e ele pode cair. Inclusive um suposto moderador me contatou afirmando que só aprovou meu post para me ver cair e ser expulsa pelo Reddit. Felizmente ele aprovou, senão não poderia escrever esta crônica.
Eu comecei fazendo comentários em posts dos outros. Comentei em tons diferentes em cada vez: às vezes mais culta, as vezes menos, às vezes meio grosseira (não consigo ser ofensiva demais). De um modo geral tentei ser civilizada, mas sem engolir desaforo. Fiz também um comentário confuso para ver a reação. Também me confundi algumas vezes nos meus próprios comentários.
O comentário mais ofensivo que fiz sem provocação foi chamar uma coisa de “Besteira”. Isso é importante para me exonerar da “culpa” de ter dado umas patadas; todas foram respostas justificadas pelas grosserias gratuitas que tive que ouvir: Teve um que me chamou de “muito burro” e outro me mandou cagar um coco. Outro ainda fez uma analogia escusa entre uma pornstar e minha mãe, que nem viva é.
Em seguida era hora de testar um post. A experiência foi a seguinte: reproduzi o post no qual havia comentado anteriormente mudando os termos de uma ponta a outra do espectro político. O post original era:
“Nunca pensei que veria esquerdista defendendo contratos com condições merdas de trabalho”
(56 comentários, 128 up)
O meu post foi:
“Nunca pensei que veria direitista defendendo direitos trabalhistas de comunistas”
(36 comentários, zero up)
O post foi muito mal recebido, claro. A atitude de downvote foi sistemática. Felizmente tomei atitudes para não ficar com o karma negativo, senão estava fora.
Embora a proposta seja de um fórum de livre fluxo de ideias, as atitudes dos usuários dificilmente refletem esta diretriz. A justificativa é que o fórum seria “Libertário” e não livre. O “libertarianismo", uma vertente política proposta pelo economista Ludwig von Mises, é uma forma teórica de anarcocapitalismo.
Inclusive isso me foi explicado por um deles numa das interações que considerei mais cultas. Alguns mais bem informados apareceram um pouco depois com menções superficiais ao o sistema político nórdico. Consegui aprender alguma coisa pelo menos, o que foi impossível no Facebook.
Outra boa surpresa foi a prática de conferir as fontes. Alguns pediram e até criticaram a qualidade das minhas fontes. Nada acadêmico, mas como pesquisadora da Ciência da Informação isso me acalentou um pouco a alma.
Depois desse pico de “intelectualidade” o interesse simplesmente murchou. Não sei se foi preguiça ou se acharam uma vítima mais interessante, ou ainda se o conteúdo começou a ficar denso demais. Talvez os moderadores tenham se cansado de me zoar e me baniram. Não sei.
Mas ficou na minha cabeça um comentário: “Você criou um belo perfil Troll”…
Conclusão: Eu trollei os trolls!
submitted by NoraRosebud to brasil_drama [link] [comments]

Comparativo de aplicativos para acompanhamento de carteira de investimentos

Estive procurando aplicativos para acompanhamento da minha carteira recentemente, eis minha avaliação dos que testei, para quem porventura esteja procurando um app também. Não avaliei funcionalidades para análise fundamentalista/técnica nem roteamento de ordens, só queria algo para acompanhar minha carteira mesmo já que o App da minha corretora tem 1 estrela na Play Store.

Stocks, Forex, Finance, Markets: Portfolio & News (investing.com)

Bom para bolsas americanas, e olhe lá (na versão gratuita).

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Controle de Ações Bovespa

Para mim o melhor, mas nem de longe é uma solução completa.

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Gorila Invest

Interessante, mas parece estar em fase bem inicial de desenvolvimento.

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TradeMap

Uns YouTubers vem falando bastante, não sei se são pagos pra isso ou não. Simplesmente não serve para acompanhamento de carteira, o objetivo é análise e simulação.

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É isso aí, se quiserem adicionar seus achados nos comentários seria legal.
* Apenas %RV/RF, não discrimina por ação com % financeiro usando a cotação atual
submitted by auser24 to investimentos [link] [comments]

Top 10 melhores(PIORES) cenas MARCANTES do livro As Crônicas de Arian Vol.1, com CLÍMAX, SEM CENSURA e versão SURTADA, sem nenhum revisor

A review COMPLETA foi postada aqui: Link
Depois de muitos incentivos de amigos e do pessoal do Twitter, li finalmente a obra do Youtuber Marco Abreu, publicada ano passado, 2018, em versão digital. Admito não ter ido com expectativas positivas do que esperar. O autor já demonstra limitações textuais no seu blog pessoal, quanto a posts mal escritos e um vocabulário muito limitado, cheio de vícios de linguagens e erros ortográficos. Mesmo tendo essa noção, fui surpreendido (negativamente) por um produto literário de conteúdo horrível, preguiçoso e de péssima qualidade.
Primeiro, um “pequeno” resumo do livro:
Resumo da história
Sinopse: “Um garoto acordou sem suas memórias perto de uma estrada do Sul. Com ele, apenas uma espada em condições ruins, mas com propriedades anormais. Ajudado por uma família, e depois por membros de uma guild, ele logo constatou que todos que ficavam perto dele acabam sofrendo, e se isolou.
Felizmente, ele nunca estava sozinho, uma fantasma, estava sempre a seu lado. Nos seus momentos mais felizes, e nos mais tristes, ela sempre estava lá para apoiá-lo. E com ela, ele seguiu, em busca de um sentido para sua vida, e respostas para os mistérios que o cercavam.
Um dia, finalmente conseguiu uma forma de obter respostas sobre si mesmo, ao entrar em uma missão, que, teoricamente, era para ser simples. Mas a missão não era o que aparentava. O que começou como uma escolta, virou algo sem precedentes na história do seu mundo.”
Se você leu a sinopse acima, a impressão que fica é: o livro vai contar a história do Arian nessa missão, em busca do seu passado perdido, enfrentando perigos ao longo do caminho, correto? E se eu disser que a história PRINCIPAL só começa depois do capítulo 20, onde ½ do livro são arcos periféricos que não agregam em nada a narrativa? Pois então...Vou tentar ser muito sucinto nessa parte, até para não alongar muito o texto, que já está grande para um caralho.
Começamos o livro com um arco de apresentação. Até aí tudo bem, porque é o que se espera do começo de um livro. Introduzir os seus personagens antes da grande aventura que irão enfrentar. E a sinopse dá entender que iria começar o capítulo introdutório com o passado do protagonista após acordar na beira da estrada. Então...não é bem assim que acontece de fato.
O primeiro arco começa em um bar, a partir da visão do segurança(???) do local, com seus pensamentos descritos pelo narrador do livro (a escrita é em terceira pessoa). Você já começa a torcer o nariz com aquele mundo, graças a inserção de vários conceitos avulsos e perdidos que não condiz muito com a realidade relatada. Aquele universo lembra muito o período medieval/feudos da nossa história antiga/idade média. Porém, o que nos foi apresentado é um mundo em que temos:
· Um sistema militar hierárquico e organizado, onde temos patente e divisão de funções bem definidas.
· A função/emprego de segurança em locais privados como bares(não são militares e sim pessoas normais sem treinamento específico).
· Sistema econômico complexo (conceitos avançados) , com noções de valores e mercado financeiro (só faltou citar a inflação no livro).
Entre diversas coisas, que geram certa estranheza e uma bagunça dentro das próprias regras estipuladas nas descrições. Vamos relevar por enquanto essa confusão de ideias prosseguir com o livro.
Voltando ao resumo, esse primeiro arco é basicamente uma forma de apresentar a GRANDE FORÇA “OCULTA” que o Arian tem no quesito podeforça. E qual a situação que o autor escolhe para demonstrar isso? Uma cena de ESTUPRO 🤦‍♂️(já vou abordar esse assunto mais para frente). Tudo se passa com uma MEIA-ELFA (enfatizo a palavra, porque é a motivação principal do Arian são essas mestiças inter-raciais), junto com o segurança (namorado dela), em que ambos são atacados por militares MALDOSOS e SÁDICOS (adjetivos usados a exaustão para todos os vilões desse primeiro livro). São salvos pelo protagonista aparecendo no momento previsível e oportuno. Depois do resgate, o Arian parte para outra jornada. Acabou o primeiro e nisso, já foram seis capítulos do livro. Enfim, um arco ruim e tosco que só serviu para apresentar três personagens que são de fato úteis: o Arian, o Cavaleiro Negro que o auxilia no resgate e na batalha (falo mais sobre ele depois), e da (nome da fantasma que está na sinopse e esquecida pelo autor por quase todo livro).
Em seguida, temos um segundo arco cheio de clichês até no talo. Um TORNEIO DE COMBATE está acontecendo, com a óbvia participação do Arian, é claro. Para quem vivia reclamando de histórias shounen, são mais dos mesmos, criança como protagonista, e sei lá mais o quê, o próprio Marco utilizar a mesma estrutura de uma competição/torneio como arco seguinte da introdução, semelhante a Dragon Ball, Naruto, Black Clover, entre outros mangás famosos de porrada, é no mínimo esquisito, bizarro, para não dizer contraditório. E somos apresentados a mais três personagens no final do campeonato: Marko, Kadia (ela consegue ler as mentes das pessoas a sua volta) e Dorian que farão parte da party dele.
Já se foi quase 20 capítulos até aqui de 44 presentes no livro vol. 1. Estou perto da metade do livro e quase nada da sinopse foi citada ou trabalhada no enredo? Sim. Exatamente esse sentimento que fiquei conforme lia o livro. É uma enrolação que não chega a lugar nenhum, falando em termos de história que está sendo contada. Foi uma introdução GIGANTESCA e INFLADA para aparentar que o livro é rico em detalhes ou informações (que não é verdade), elevando o número de páginas sem uma boa justificativa para tamanha demora em entrar na trama principal. Parece um trabalho acadêmico e escrito por um universitário preguiçoso, que tinha um número de páginas mínimas para fazer, só que ele não estudou suficiente para isso, e enrolou preenchendo com dados inúteis para alcançar os requisitos exigidos para a entrega e avaliação.
Mas agora parecia que ia entrar na trama da MISSÃO IMPORTANTE dita na sinopse. Mais personagens foram introduzidos e dava a impressão que agora ia para o rumo central, do que supostamente o livro devia contar. Só que não é isso que acontece. A Kadia, personagem que citei anteriormente, decide ler a mente do Arian e temos MAIS TRÊS CAPÍTULOS SOBRE O PASSADO DO PROTAGONISTA. Tipo, já se passaram mais de vinte capítulos e não começou a missão principal ainda??? Sim. É isso mesmo. Mais uma fuga do tema para contar mais alguma história paralela sem função para o enredo principal. (Se fosse no Enem, era zero certeza)
Resulta que temos um terceiro arco sobre o passado do Arian, após ele acordar na beira estrada com a . Prefiro não detalhar esse trecho, porque dos supostos três capítulos que servem para desenvolver o Arian e o que aconteceu com ele, dois desses capítulos são dedicados exclusivamente a descrever cenas de ESTUPRO com muito “entusiasmo”. Nada do que é esperado de um arco que apresenta o background do personagem principal, foi feito aqui. Foram capítulos inúteis que só tinham o propósito de CHOCAR. Até existe uma tentativa elaborar um conflito interno do Arian, só que é jogado fora completamente, porque no presente(em relação ao livro), ele não sofre mais com essa indecisão mostrada nesse trecho. Mais tempo perdido de leitura.
E finalmente, depois de três histórias pouco produtivas, chegamos no quarto arco que é a missão de escoltar a Lara e um objeto poderoso. Já passou metade do livro, e a jornada só começou ali. Tranquilo. Parece que vai engrenar. E vou lendo, e lendo, e mais lendo e nada de interessante acontece. Não é exagero. São vários capítulos deles cavalgando e dialogando entre si, enfrentando uns bandidos fracos, conversando mais um pouco, portais bidimensionais abrem e sugando tudo ao redor(???), personagens se salvam do perigo, conversam mais ainda do que antes...São 8 capítulos dessa forma, onde não temos coisas acontecendo ou eventos que movimentam a trama. É só eles indo por uma estrada até seu destino.
Talvez, até o autor deve ter percebido isso, que o livro estava ficando chato, coisa e tal. Então, ele decidiu deixar as coisas mais EMPOLGANTES. E qual foi a tática que ele usou para movimentar a trama? Colocar mais ESTUPROS. Né...Insinuar estupros com crianças de 6 anos de idade não choca mais como antigamente(sendo irônico aqui).
Temos mais lutas para defender as MEIAS-ELFAS do destino cruel que é a escravidão e os abusos sexuais, mais poder “oculto” do protagonista, mais Cavaleiro Negro (ele surge do nada em diversos momentos do livro) na jogada e termina a batalha sem grandes consequências para ninguém.
Não satisfeito, o autor foge novamente da trama principal e insere uma side-quest, em que o Arian e a Lara vão fazer, com o objetivo de matar os mortos vivos que estão na floresta daquela região próxima. A missão que é mencionada como a PARTE A MAIS IMPORTANTE do enredo que modificaria o mundo, e que iria mudar o Arian para SEMPRE, foi novamente jogada para escanteio e o foco se voltou para uma parada nada a ver.
Nem sei se classifico como quinto arco, ou capítulos de fillers essa missão secundária, porque nada o que ocorre nesses capítulos, tem grande relevância ou repercussão nos personagens ou movimenta trama, dita como a central. É mais um jeito de enrolar e esticar uma história que podia ser contada em poucas páginas. Para acelerar o processo de resumir o livro, o arco é uma missão que começa fácil, complica a situação, aparece Goblins, rola MAIS ESTUPROS (Goblin Slayer manda um abraço), eles lutam com milhares de Goblins, são salvos por uma deusa que não apareceu em nenhum momento anteriormente no livro (Deus Ex Machina fudido), e voltam para o grupo principal para completar a missão. É isso tudo que acontece nessa missão. Temos mais algumas informações (inúteis) sobre o passado do Arian e só.
Percebi que está terminando o livro. Faltam menos de cinco capítulos e pensei: Assim que vai terminar? Vou complementar o meu apanhado dizendo que, desde do capítulo 37 até o 43, só são lutas durante toda a narrativa. Porque mesmo voltando para o grupo principal, a cidade em que estavam todos da party do Arian, sofria uma invasão liderada pelo Cavaleiro Negro. Sim! Aquele mesmo Cavaleiro que salvou o Arian em vários momentos do livro anteriormente. E descobrimos que esse Cavaleiro Negro era o melhor amigo do protagonista na época em que ele estava na Guilda da cidade que se hospedaram.
O que era para ser uma reviravolta de roteiro ou um plot-twist, acaba se tornando uma situação vazia, já que esse suposto amigo do Arian, aparece em duas páginas no máximo do livro e não é estabelecido esse suposto vinculo de confiança entre os dois. Só mais uma situação jogada ali para nada. E novamente, seguindo o padrão de resumo do livro: lutas acontecem, vários personagens aparecem, mais lutas, mais pessoas surgem do nada, mais lutas com descrições confusas, mais gente que aparecem do nada, lobisomens que podem se transformar em URSOS(???), gente voando para trás, se dissipando, humanos normais, (vocês vão entender o que foi isso mais adiante no texto), mais lutas, mitologia grega e nórdica, dragões bidimensionais, portais pandimensionais, deuses aparecendo do nada, mais lutas, pessoas (a party do protagonista) sendo salvas no último minuto por personagens aleatórios, mais Deus Ex Machina ali, mais lutas, mais um pouco de Deus Ex Machina que não foi o bastante...enfim. Foi uma mistureba de eventos, que aquele mundo caracterizado no inicio do livro, nem se parece mais com o que foi descrito no final. Tudo é inserido ali a moda caralho, sem trabalho de construir algo coeso e que seja factível para existência desses elementos naquele universo.
Logo após essa lambança, o último capítulo (44) é dedicado exclusivamente a explicações (que já deviam ter sido feitas nos capítulos anteriores) e informações que eram necessárias (ou não) para dar base a estrutura daquele mundo no livro. Mas imaginem por um segundo, vocês lendo uma monografia cientifica, em que o texto daquele documento, foi feito por completo no dia anterior às pressas pelo autor. Pois é. Nas crônicas do Arian, coisas são simplesmente ditas no final e que devemos aceitar porque o autor está dizendo. Foda-se que não faz sentido, ou que não foi estipulado anteriormente, ocasionando a impressão de “termina de qualquer jeito, porque não é um capítulo de luta”. Foda-se tudo que é importante para construir uma boa história.
E temos finalmente o epílogo, em que o Marco tenta fazer um “joguinho com leitor”, escrevendo sete mini histórias que ocorrem antes dos acontecimentos do livro, sem a menção dos nomes dos personagens principais durante a escrita, para que o LEITOR TENTE adivinhar “A QUEM PERTENCE AQUELE PASSADO”. O resultado é algo idiota porque, você utilizando um pouco lógica e a técnica de exclusão de opções, você já sabe quem é quem nesse epílogo medíocre. É uma tentativa fracassada de tentar terminar o livro de uma forma diferente do comum. Se não consegue nem fazer o básico, não inventa.
Comentários Gerais:Erros de português
Já esperava uma qualidade questionável quanto a escrita do livro, principalmente voltado a parte gramatical e semântico de forma geral, porém fiquei surpreso o que li(Sou horrível em português e ainda sim fiquei chocado). Primeira coisa a ser apontada foi a presença de 3 REVISORES para a publicação. Tem editoras grandes que nem conseguem duas pessoas para revisar os textos publicados em seus livros/mangás/revistas...imagina 3 pessoas para revisar algo. E quanto mais gente melhor, não é mesmo? Errado. Mesmo tendo distintas pessoas revisando a redação literária, incluindo o próprio autor que afirma ter revisado diversas vezes seu próprio texto, o livro ainda apresenta erros ortográficos gritantes. E não são poucos. São MUITOS. Chegando ao absurdo de ter mais de três erros grotescos na mesma frase. Contei 934 erros em 384 páginas, incluindo a parte dos agradecimentos, que também continha deslizes gramaticais. (Cheguei a contar até certo ponto certinho, mas me perdi na contagem, deixando passar outros erros sem adicionar no montante. Aposto que passa de mais de mil erros, sem exageros).
A variedade dos erros vai de frases começarem no plural, mudarem para o singular e voltarem para o plural (vice-versa) incorretamente, conjugação dos verbos nos tempos errados, ausência de acentos nas palavras, o uso excessivo das vírgulas em diversos momentos e da falta delas em outros (passa a noção que o Marco não sabe utilizar as vírgulas):
“...governava aquela área, e habitava, normalmente, um castelo, na maior cidade...”
É um exemplo de vários trechos semelhantes que o livro apresenta.
No entanto, esses não foram os destaques do conjunto de ERROS. Teve uma coisa que chamou mais a minha atenção: as repetições de palavras dentro de um pequeno trecho. Fica a dica para qualquer um, aspirante a escritor, que a diversidade do vocabulário é muito importante em um livro, para deixar a leitura mais natural e “fluída” para o leitor que irá consumir sua produção, tenha a experiência mais agradável possível enquanto ler seu produto. É tão bom ler linhas de um texto em que a narrativa é envolvente não só pela história sendo contada, como as palavras que estão sendo utilizadas para transcrever os cenários imaginados. É muito prazeroso.
Contudo, no livro do Marco, as restrições dos conhecimentos do autor em termos ou sinônimos de várias palavras, deixa a leitura truncada, cansativa e nada convidativa a continuar lendo, porque o leitor fica exausto por ter que parar a leitura e reler diversos trechos do livro, na tentativa de entender o que está acontecendo ali. Nas descrições das lutas, é um show de horrores. Como um autor tem a coragem de escrever uma luta dessa forma:
“Desvia, bloqueia, desvia, bloqueia, desvia, desvia...”.
É um cheat isso??? É um Fatality do Scorpion do Mortal Kombat??? Sei lá o que seja isso. DESCREVA A LUTA CARAMBA!
Ele adora muito a utilização de vários vocábulos. Gosta tanto, que utiliza diversas vezes a mesma palavra, e na mesma frase inclusive: “...fazendo com seu CORPO seja jogado para trás, abrindo diversas feridas em seu CORPO....eram muitos CORPOS caídos ali”. E nem é só a palavra “corpo” que ele repete direto. ”Mudando de assunto”, “Falando nisso”, “sendo jogado para trás”, “dissipou”, “capuz”, “bracelete”, “sádico”, “humanos normais”, “arremessado”, “vários metros para trás”, “força do golpe”, “chances de isso acontecer”(é quase o vídeo dele de chances de nova temporada de um anime qualquer)...tenho uma lista enorme de palavras que se repetem múltiplas vezes em diferentes trechos do livro. Destaque para os “humanos normais”, que parece ser a única métrica comparativa que o autor conhece para estipular um comparativo entre os níveis de poder dos personagens. “Ele é tão forte, que sua força é equivalente à de 5 humanos normais”, “Ela quebrou o escudo do seu adversário, que aguentaria a força de mais de 10 humanos normais.”, ”...aquele guerreiro aparentava ter a força de 8 humanos normais.”, seja lá o que for a força de um HUMANO NORMAL naquele mundo. Além de ser um comparativo vazio, já que a dimensão de forças é baseada em humanos (sendo que eles são humanos do nosso mundo, ou são humanos com outros fatores mágicos? não diz ou fica claro) que não foi detalhada ou descrita no livro, fazendo com que o leitor tenha que completar diversas lacunas deixadas pelo autor, em ambientar de forma mais clara, o que CARALHOS acontece ali. Falando em lacunas...
Personagens
Sou grande fã de desenvolvimento de personagens. Aprecio tanto, que diversas obras audiovisuais que curto, tem esse apelo ou essa característica marcante durante sua exposição dos eventos. E ler esse livro, onde TODOS OS PERSONAGENS SÃO UNIDIMENSIONAIS, me dá uma preguiça inacreditável.
– O protagonista está numa peregrinação em busca de salvar meias-elfas, levando-as para cidade prometida. E tem o passado do protagonista. – Alguém fã dele vai dizer.
Sim, temos o objetivo moral dele de resgatar as meias-elfas e do Arian que está buscando recuperar suas memórias perdidas. Mas e quando ele tem acesso a esses fragmentos importantes sobre sua história, o que acontece? NADA. O personagem não cresce ou se desenvolve de nenhuma forma ao saber dessa informação. Nem impacto ao redor é sentido quando coisas acontecem ou são reveladas. Todos os personagens são apresentados de um jeito e terminam o livro da mesma forma. Não temos arcos de construção, nem mudanças no status quo de alguém. Não temos nenhuma mensagem querendo ser passada durante a leitura, nem construção decente de interesses românticos aqui (coisa supervalorizada pelo autor).
Sabem os animes haréns, em que o protagonista sem graça, consegue atrair diversas gurias (as mais atraentes da região) para serem possíveis namoradas dele no decorrer da temporada? Então...acontece a mesma coisa nesse livro. Personagem apelão, não bonito, misterioso, CAPAZ DE ESPANCAR UMA MULHER QUEBRANDO SUA PERNA E BRAÇO (aconteceu no torneio), tem o seu CHARME para as personagens femininas dessa obra. Parece simplista? Com certeza é. Esqueça das camadas de personalidades que os humanos têm. Quanto mais clichê e simples for o personagem, melhor. Não interessa que o Arian gosta de meias-elfas (loiras, olhos azuis, corpo chamativo), nem dessa busca do próprio passado, ou do trauma que a Kardia tem com a morte da figura paterna dela. Nada ameniza a péssima construção de personagens, principalmente das femininas.
E falando nas personagens femininas do livro...
A banalização do estupro (e da violência geral com as mulheres do livro)
Já comento que não sou purista ou coisa parecida. Não me importo que tenha cenas de estupros ou de violências extremas com personagens femininas nos animes, filmes, novelas, seriados, ou outras formas de entretenimento. Sou critico quando essa situação é usada para BOSTA NENHUMA (SÓ PARA CAUSAR). Antes de começar a descer a lenha NESTA PORRA DESSE LIVRO (eu estava calmo, mas aqui não dá...), vou devolver qualquer replica ou contra-argumentos que possa vir sobre a minha opinião com apenas três perguntas. Essas três perguntas, é um teste básico (famoso) para ver se alguma obra utiliza a ferramenta do ESTUPRO de forma NÃO SEXUAL ou BANALIZADA:
  1. O estupro ocorre do ponto de vista da vítima?
  2. Essa cena de estupro, ela possui proposito de desenvolvimento da personagem em vez da trama ou narrativa?
  3. O abalo emocional da vítima é desenvolvido depois?
Se por acaso, durante a execução desse teste, houve UM NÃO como resposta para qualquer uma das três perguntas, podem ter certeza que a cena em questão, foi escrita só para CHOCAR de FORMA GRATUITA o espectador ou o LEITOR. Então, posso dizer que o livro do Marco Abreu, é uma síntese da MISOGINIA redigida em formato literário. É um NÃO para as três perguntas acima com facilidade, analisando o livro como todo e a representação dessas cenas que são mostradas.
Conforme eu ia lendo, não me chocava com o fato acontecendo em si, e sim da forma que foi descrita toda a violência. Primeiro de tudo, todas as 6 cenas de estupros do livro (sim, em apenas um VOLUME, temos tudo isso da utilização de artificio), ocorrem a partir da visão do Arian, personagem masculino. Já começa totalmente errado. Segundo, os estupros só tem a finalidade de servir como fator motivacional do protagonista para agir contra os agressores. As vitimas são deixadas de lado, para exaltação do feito heroico do nosso protagonista, HOMEM, em salvá-las do perigo. Terceiro, depois que são violentadas, as personagens NÃO APARECEM MAIS NO LIVRO. ELAS SOMEM. NÃO HÁ DESENVOLVIMENTO PARA ELAS E NEM CITAÇÕES POSTERIORES EM OUTROS CAPÍTULOS. Fica na mensagem: “Mais uma donzela é salva. Vamos para a próxima em perigo.”. É muito ruim isso. Quarto ponto, o EXAGERO NAS DESCRIÇÕES quando é uma mulher na cena, em comparação a um homem sendo agredido da mesma forma. Dou até um exemplo. No flashback do Arian, rola estupro da mãe e da filha de uma família que o acolheu quando ele perdeu as memorias. Mas o que aconteceu com o PAI da família? É simples. O vilão desse flashback tem “senso de justiça” e antes de começar a torturar as duas, ele vira para o pai e diz: “Você é muito bonzinho para ver o que vai acontecer daqui para frente”. Facada no coração dele e morre o HOMEM da família. Em um parágrafo, o pai é morto e o vilão, por ALGUM MOTIVO, executou o pai em vez de TORTURA-LO, terminando por aí a violência contra ele. Mas para AS OUTRA DUAS NÃO FOI ASSIM. É nojento, porque foram páginas e páginas de violência contra as duas, com as maiores descrições possíveis (da melhor maneira que o Marco consegue descrever algo), desde de dentes quebrados no soco, facada na perna junto com assinatura do agressor na barriga da vítima com uma espada, fratura no braço, estrangulamento, estupro, morte... É um capitulo inteiro dedicado a isso. Serve para alguma coisa??? PARA NADA. Só serve para chocar ou punheta do leitor (talvez do autor também, não descarto a possibilidade).
E quem dera se fosse só nessas cenas polêmicas. Até nas lutas, o lado “SADISTA” do autor aflora quando tem mulher na parada. “Ele toma uma espadada nas costas e cai morto no chão”, para o caso masculino. Simples e rápido. Agora para o outro gênero: “A espada perfura sua armadura atingindo seus peitos, com o agressor torcendo a bainha, fazendo com que a espada destrua seus órgãos internos, jorrando sangue e agonizando em dor. Ela tenta proteger seu amado enquanto é agredida em seu rosto por socos.” no caso feminino. Detalhado e exagerado. Tenho minhas dúvidas se ele não faz isso de proposito por causa de um rancor amoroso que ele teve no passado.
Também tem a forma que é introduzida todas as personagens femininas no livro. É de ficar batendo cabeça na parede de arrependimentos por ainda continuar lendo isso. “Kadia, com cabelos longos (tara do autor) e pretos, corpo escultural...”, “Lara, loira, olhos azuis, um corpo que chama a atenção dos demais homens enquanto passa.”, “Joanne, mesmo dentro de sua armadura(???), dava para ver sua beleza incomparável a de outras mulheres normais, com um corpo que exalta beleza.”. Já deu para sacar que o primeiro atributo descrito das personagens femininas nesse livro é seu corpo ou beleza. Supostamente, de acordo com o autor, temos personagens femininas fortes no livro. Só que o “forte” para o Marco é no quesito físico, porque NENHUMA DELAS tem características marcantes ou independentes a figura masculina. Nem no teste de Bechdel, as personagens passam. É idiota e superficial. Fica parecendo que estou lendo uma fanfic escrita por um adolescente de 12 anos que nunca interagiu com alguém do sexo oposto.
E puxando o assunto interações...
Diálogos
Aqui fiz um seção especifica para o desastre total que o autor faz pensando que isso seja um dialogo normal entre duas pessoas. Tem muitas conversas nessa história, até demais por sinal. Vai desde de diálogos expositivos onde os dois personagens sabem da informação ou o que está acontecendo, e mesmo assim verbalizam a situação explicando novamente o que houve, para até diálogos dignos de animes ecchi genéricos lançados por aí no Japão. Chega ao absurdo de ficarem três páginas inteiras discutindo sobre qual a raça de cavalo é mais rápida. PARA que quero saber isso?
No entanto, a parada que mais me irritou é a falta de naturalidade na fala de cada personagem. Explico o que eu quero dizer. Quando temos o conhecimento de como os personagens são, como adjetivos, vícios, problemas, comportamento, e outras partes que compõem a persona deles, adquirimos a noção de como o personagem irá falar. Se for tímido, ele vai falar pouco e ocasionalmente na história. Talvez até pausadamente, pensando duas vezes antes de se pronunciar. Se for extrovertido, vão ser linhas e linhas de falas dele, com uma desenvoltura mais solta ao se expressar e verborrágico ao extremo. São exemplos simples e fáceis de entender.
No livro do Marco não se tem isso. Todo mundo fala igual e da mesma maneira. Não há distinção entre um e outro. Se a narração não identificar quem está falando o que, você fica perdido durante a discussão. Apesar da ficha de descrição de cada um dos personagens ser uma linha única, na teoria são todos distintos entre um e outro. Entretanto, quando vão conversar, todos aparentam serem as pessoas mais racionais e calculistas do universo. Pensam demais, teorizam demais, explicam demais:
“Você é muito impaciente Lara. Não se precipite ao atacar”.
Duas linhas depois:
“Devemos atacar a caverna pelo lado direito, discretamente, e aguardar, até os Goblins saírem de perto das prisioneiras, derrubando um por um, assegurando a situação das mulheres – disse LARA”.
A mesma personagem que na teoria é a IMPACIENTE do grupo, arma um plano, calcula probabilidade, é fria/apática ao que está vendo, e tem toda a calma do mundo para explicar um plano para outros personagens sem partir para ignorância de uma vez. As personalidades de todos são iguais, sem distinção alguma. É algo nítido, visto o linguajar extremamente informal e racional que todos assumem na maior parte do tempo.
Em suma, se você já viu vídeos do Marco, vai perceber maneirismos, vícios de expressões e vestígios da personalidade dele nas falas dos personagens do livro. É praticamente o leitor acompanhando um grupo de personagens iguais ao Marco da vida, conversando entre um e outro, sendo os mais prolixos ao falarem, realizando uma missão de escolta para uma cidade qualquer.
Referencias (ou plágios???)
Referencias não é algo ruim. De maneira nenhuma. Muitas excelentes obras, partem de sua ideia inicial de outras histórias já contadas anteriormente. Ter algo para inspirar na sua criação, é bom para sua produção e desenvolvimento.
Não posso dizer que o livro do Arian fez isso de forma “saudável”. Apesar de apresentar algum diferencial em sua estrutura, têm muitos elementos copiados de outros animes ou filmes bem descarados. Desde do passado do Arian, ser extremamente parecido com a do Goblin Slayer, à personagens serem muitos parecidos com obras favoritas do autor, como Akame Ga kill, SAO, Tate no Yuusha,...Tudo é muito familiar, chegando ao ponto de deixar todos os eventos do livro previsíveis. Cheguei a tuitar enquanto lia o livro, chutando o que iria acontecer mais para frente e quase todas as vezes eu acertava o que ocorria, porque tudo era manjado. No momento em que você já assistiu a maioria dos animes citados acima, tudo parece mais do mesmo. A história contada aqui, não tem identidade própria.

Fiz uma seção especial para a personagem, para fazer uma simples pergunta. QUEM É ?
-Ué, mas você não leu o livro?
Li, e é por isso que surgiu a minha dúvida. Ela SUPOSTAMENTE é importante para o protagonista e RELEVANTE para o enredo do livro, conforme citada na sinopse. Então, por que ela não faz NADA durante o livro? Ela serviu para alguma coisa, além de ser um “alivio cômico” em momentos pontuais? Não é atoa que ela é um fantasma, já que ela é invisível até mesmo para o autor que esquece de mencionar ou narrar o que ela está fazendo. Ela só é lembrada quando o Arian está abraçando alguma mulher, e ela faz cara de emburrada (piada de comédia romântica) ou quando o PROTA está ferido gravemente, e ela tem o semblante de preocupação. Só nessas ocasiões que lembram que ela existe e que precisa interagir com a situação. Fica ainda mais crítico depois que começa a batalha dos Goblins. Um quarto do livro ela some, mesmo tendo sido dito que a fica grudada com o Arian 24 horas por dia. Nem citada o que está acontecendo ao redor dela ocorre durante as descrições das lutas. Ela é totalmente descartável nesse primeiro volume. Ela estar ali ou não, faz diferença nenhuma para o enredo. E que nome é esse? É uma tag HTML?
Mais alguns detalhes incomodativos
Vou fazer uma lista para agilizar, até porque já passou de 4 mil palavras e estou tentando colocar tudo nesse texto, o que eu não curti durante a minha experiencia de leitura das Crônicas de Arian.
· A tara do protagonista com Meias-Elfas (alvos primários dos estupros no livro). A justificativa é porque elas não são puras no quesito racial e vivem na margem da sociedade. Porém, só acontece a desgraça com elas. Os MEIOS-ELFOS nem citados são, os coitados.
· Duas páginas escritas para inserir a informação de que bosta de cavalo serve para espantar os Goblins do local, e isso não ser utilizado para nada até final do volume. Foi só encheção de linguiça.
· A alternância de visões dos personagens no foco narrativo entre os capítulos. Não fazia diferença se o capítulo era na visão do Arian ou da Kardia, ou do Dorian, ou da Lara. Tudo levava para o mesmo resultado, sem ter nenhum tipo de aprofundamento enquanto fazia esse tipo abordagem.
· A utilização de palavras pouco usuais da língua portuguesa. Ele ia de uma escrita informal, para formal, depois para cientifica, e seguida voltava para informal. E vários momentos que ele empregava termos mais complexos, de maneira totalmente errada. Se não se garante nem no básico, não arrisca no difícil.
· “Chances baixas de ganharmos.”, “Ele tem chances baixas de vencer”, “As chance são baixas de sobreviver”...era um saco isso a toda hora. Parecia que estava vendo um vídeo do Marco de “Chances de nova temporada para anime tal”.
· As frases filosóficas baratas: “Não tenha medo de errar, repita até ficar melhor, e saiba admitir a derrota.”, “A morte não te ensina nada. Mas se permanecer vivo, pode aprender com seus erros e saber como ganhar da próxima vez”, “Confie em mim, entendo de mulheres, se não se impor um pouco, ela nunca vai te ver como homem. Agora vai lá e joga umas verdades na cara dela, e não aceita um não como resposta”. E são muitas frases. Todas idiotas e nada fica de aprendizagem delas.
· As regras econômicas daquele mundo. Você ganha 100 moedas de bronze por dia trabalhado. Com 10 moedas de bronze não é possível nem comprar um pão, porém com cinquenta moedas, dá para comer bem durante o dia todo(???). Não foi afirmação minha, está descrito no livro. Além de nenhuma noção de economia, o real valor das moedas é um foda-se gigante. Se não tem condições de elaborar um sistema monetário decente, não menciona.
· As insinuações sexuais com crianças. Há cinco momentos no livro que isso acontece e é complicado. De novo, quando aparece isso, você fica refletindo o motivo de continuar lendo o livro.
· O esquema de “pagamentos”. É igual Darker Than Black (quando ativa o poder, tem que fazer algo em troca), só que aqui é pior. A Kadia tem o pagamento de se masturbar(???). O Marko, personagem, tem que transar para fazer o pagamento. A Lara vira uma LOLI (linda, de acordo com livro) como pagamento. Só coisas escrotas e sem função narrativa. Eles não podiam só ficar exaustos quando utilizassem muita mana? Tinha que ter essa mecânica de pagamento?
· O código de barra da missão. Maluco chega numa vila ISOLADA, longe da cidade e me mete essa: “Viemos pela missão 568844EW” WHAT??? QUE BAGULHO É ESSE? É uma chave única de acesso a algum banco de dados? É senha de segurança de cartão de crédito? É a senha automática gerada no caixa eletrônico quando você vai sacar dinheiro? Que negócio ATUAL. Eles estão em um mundo MEDIEVAL, onde não tem comunicação ou troca de informações em tempo real, porém cada missão criada no planeta inteiro, vai ter uma ID única, referente ao local que foi estipulada, e vai valer para todas as cidades, ao mesmo tempo? Como eles validam isso? Que controle eles têm, sendo que não tem um servidor para fazer essa operação? QUE PORRA FOI ESSA?
· Há duas menções, bem rápidas, ao homossexualismo no livro inteiro. A primeira foi durante o primeiro estupro, onde o chefe/vilão do momento se vira e fala para seu capanga: “Você não gosta de homem? Vai se divertir com o segurança desmaiado”. Momento seguinte, o Arian chega e mata todo mundo. Segunda menção foi uma piada que soltaram no quarto arco: “Se fosse um menino de seis anos, aí deveríamos ficar preocupados”. O dialogo se refere a um amigo do Arian, gay, que recebeu a missão de escoltar uma garota de seis anos para a cidade prometida. Basicamente, a imagem de pedófilo/estuprador pode ser associada aos gays por tabela, junto com a mensagem de preconceito sendo passada. NADA machista e preconceituoso. IMAGINA. Só é IMPRESSÃO.
Conclusão
Já dá para notar que não vou recomendar o livro a ninguém. Principalmente, partindo do principio que ele está sendo cobrado para ser adquirido legalmente. Tem no site também, mas a forma comercial está valendo para essa comparação que estou fazendo aqui.
Existem muitos problemas nesse livro, e vários desses poderiam ter sido facilmente resolvidos se tivesse alguém, ou algum editor que confrontasse o autor, demonstrando onde precisa ser melhorado, apontando onde é necessária uma reescrita, tentar novas abordagens na história, etc. Porque parece que o editor é um limitador, censurador, que restringe a criatividade do autor, sendo que na maioria das vezes, ele está tentando ajudar o escritor a organizar melhor suas ideias e sugerindo melhores formas de coloca-las no papel.
A ausência desse tipo de pessoa nessa publicação independente, é muito sentida. O livro é uma bagunça. A ideia central da história está perdida num montante de conceitos jogados ali de qualquer forma, personagens sem desenvolvimentos adequados, repetições de conflitos ou de problemas enfrentados pelo grupo principal (estupros), a falta de preparo e de revisão ortográfica que atrapalha demais a leitura, a falta de originalidade para que transformasse o livro em um diferencial entre os demais, e o principal problema que é a falta de noção dos próprios defeitos que o Marco tem como escritor. Os comentários dele no final do livro deixa nítido a situação. Ele admitir que escreve mal não é o bastante. Durante todo o volume 1, não percebi nenhuma melhora ou tentativa de mudanças. Parece que está falando só dá boca para fora, mas não está fazendo nada para corrigir esse defeito. Só treinar escrevendo, não ajuda em nada. Tem que estudar sobre o assunto, se aprofundar em conceitos de como construir uma boa história, ler outros tipos de livros, memorizar as regras da língua portuguesa (muito importante para ele) e não só ter a noção/consciência dos defeitos, e ainda assim continuar repetindo eles durante a escrita do livro.
Não recomendo ninguém a comprar ou ler o livro As crônicas de Arian volume 1. Nem por diversão vale o tempo.
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De bolha em bolha — Uma semana em um “fórum livre”

Existe uma máxima no mundo virtual: “Nunca leia os comentários”
Sempre segui com rigor recomendação, mas durante a campanha de 2018 para presidente eu comecei a ficar curiosa.
Sempre anônima, escondida atrás de um persona, eu busquei divulgar meu candidato em uma conta de cerca de 3000 pessoas no Facebook. Minha intenção era bastante prática: era fazer campanha mesmo. Queria atingir os indecisos e os votos nulos. Mesmo sabendo que o resultado seria baixo esse trabalho curava um pouco a ansiedade de fazer alguma coisa. De fato, era uma atitude terapêutica.
No Facebook, diante de uma publicação opositora, os comentários eram incrivelmente rasos. Jamais consegui elevar o assunto para um nível de ideias. As respostas eram sempre de cunho pessoal ou memes absolutamente padronizadas.
O sentimento de raiva ao opositor era palpável, ofensas eram distribuídas sem razão. Tudo isso era explicável, afinal estávamos em plena campanha eleitoral, especialmente truculenta, por sinal.
Depois de já passada a eleição, senti um pouco de falta da adrenalina. O povo já está percebendo que toda a coisa da notificação, retweet, CCC e toda a atenção recebida é viciante. Não é metáfora não, é viciante mesmo. Fiquei com síndrome de abstinência.
Entrei em um fórum de cunho político “livre” em um sistema chamado Reddit. Eu já frequentava essa mídia há mais de três anos, mas nunca fui de interagir, só fazia ler creepy pasta e olhar foto de bichinho. Às vezes assistia uns “filmes satisfatórios” (outro fenômeno das redes) e dava uma olhada no que passa por notícia no principal canal brasileiro.
No fórum achei resultados diferentes. Acredito que, pelo formato da mídia, que exige um esforço grande de leitura e escrita, os “combatentes” tenham mais capacidade de argumentação. Mas ainda assim truculência foi dominante. Insultos um tanto grotescos e absolutamente despropositados. Mas até tive algumas surpresas.
Antes de relatar a experiência de uma semana, quero descrever um pouco a mídia. O Reddit é um sistema de discussão bastante popular, que permite posts em foto, texto e vídeo. Os comentários só podem ser feitos em texto.
A “sala” em que eu entrei (no caso, um subreddit) foi criada como reação a outros sub bastante popular, considerado “esquerdista”. O fórum em questão, dissidente, se diz livre em comparação ao principal, no qual a moderação é bastante rigorosa. Ficou claro que a “liberdade” proposta se referia à opressão sofrida no outro subreddit.
Entrei com um nome que poderia até ser neutro, mas que remete a um autor masculino da Literatura. A noção geral era que eu era um homem, por default. Alternei o uso do pronome masculino com o feminino, mas ninguém percebeu. Não sei se a reação seria diferente se eu fosse mulher, mas eu teria que fazer outros testes com personagens claramente masculinos e femininos. Fica pra próxima.
Existe uma noção bastante interessante no Reddit que se chama “Karma”. O karma é uma espécie de nota que você obtém por receber uma avaliação positiva (um up). Só tem um porém: O cara pode dar uma avaliação negativa, aí você perde um ponto de karma.
Isso é usado como “arma” para humilhar e derrubar os adversários. Se alguém escreve algo discordante, você “downvota” o cara até o zero e ele pode cair. Inclusive um suposto moderador me contatou afirmando que só aprovou meu post para me ver cair e ser expulsa pelo Reddit. Felizmente ele aprovou, senão não poderia escrever esta crônica.
Eu comecei fazendo comentários em posts dos outros. Comentei em tons diferentes em cada vez: às vezes mais culta, as vezes menos, às vezes meio grosseira (não consigo ser ofensiva demais). De um modo geral tentei ser civilizada, mas sem engolir desaforo. Fiz também um comentário confuso para ver a reação. Também me confundi algumas vezes nos meus próprios comentários.
O comentário mais ofensivo que fiz sem provocação foi chamar uma coisa de “Besteira”. Isso é importante para me exonerar da “culpa” de ter dado umas patadas; todas foram respostas justificadas pelas grosserias gratuitas que tive que ouvir: Teve um que me chamou de “muito burro” e outro me mandou cagar um coco. Outro ainda fez uma analogia escusa entre uma pornstar e minha mãe, que nem viva é.
Em seguida era hora de testar um post. A experiência foi a seguinte: reproduzi o post no qual havia comentado anteriormente mudando os termos de uma ponta a outra do espectro político. O post original era:
“Nunca pensei que veria esquerdista defendendo contratos com condições merdas de trabalho”
(56 comentários, 128 up)
O meu post foi:
“Nunca pensei que veria direitista defendendo direitos trabalhistas de comunistas”
(36 comentários, zero up)
O post foi muito mal recebido, claro. A atitude de downvote foi sistemática. Felizmente tomei atitudes para não ficar com o karma negativo, senão estava fora.
Embora a proposta seja de um fórum de livre fluxo de ideias, as atitudes dos usuários dificilmente refletem esta diretriz. A justificativa é que o fórum seria “Libertário” e não livre. O “libertarianismo", uma vertente política proposta pelo economista Ludwig von Mises, é uma forma teórica de anarcocapitalismo.
Inclusive isso me foi explicado por um deles numa das interações que considerei mais cultas. Alguns mais bem informados apareceram um pouco depois com menções superficiais ao o sistema político nórdico. Consegui aprender alguma coisa pelo menos, o que foi impossível no Facebook.
Outra boa surpresa foi a prática de conferir as fontes. Alguns pediram e até criticaram a qualidade das minhas fontes. Nada acadêmico, mas como pesquisadora da Ciência da Informação isso me acalentou um pouco a alma.
Depois desse pico de “intelectualidade” o interesse simplesmente murchou. Não sei se foi preguiça ou se acharam uma vítima mais interessante, ou ainda se o conteúdo começou a ficar denso demais. Talvez os moderadores tenham se cansado de me zoar e me baniram. Não sei.
Mas ficou na minha cabeça um comentário: “Você criou um belo perfil Troll”…
Conclusão: Eu trollei os trolls!
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TÍTULO III Do Direito à Educação e do Dever de Educar

TÍTULO III
Do Direito à Educação e do Dever de Educar
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de:
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; II - universalização do ensino médio gratuito; (Redação dada pela Lei nº 12.061, de 2009) III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino; IV - atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade; I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
a) pré-escola; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)
b) ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)
c) ensino médio; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)
II - educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
VII - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola;
VIII - atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde;
VIII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
IX - padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem.
X – vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 (quatro) anos de idade. (Incluído pela Lei nº 11.700, de 2008).
Art. 5º O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério Público, acionar o Poder Público para exigi-lo. § 1º Compete aos Estados e aos Municípios, em regime de colaboração, e com a assistência da União: I - recensear a população em idade escolar para o ensino fundamental, e os jovens e adultos que a ele não tiveram acesso; Art. 5o O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
§ 1o O poder público, na esfera de sua competência federativa, deverá: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
I - recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade escolar, bem como os jovens e adultos que não concluíram a educação básica; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
II - fazer-lhes a chamada pública;
III - zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola.
Art. 6º É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula dos menores, a partir dos sete anos de idade, no ensino fundamental. Art. 6o É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula dos menores, a partir dos seis anos de idade, no ensino fundamental. (Redação dada pela Lei nº 11.114, de 2005) Art. 6o É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 (quatro) anos de idade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
Art. 7º O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional e do respectivo sistema de ensino;
II - autorização de funcionamento e avaliação de qualidade pelo Poder Público;
III - capacidade de autofinanciamento, ressalvado o previsto no art. 213 da Constituição Federal.
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